quinta-feira, 16 de agosto de 2012

PERFIL ARI NEVES

Por Oscar Xavier
Fotos: Alexandre Evans

Com um largo sorriso no rosto o cantor e compositor Ari Neves abriu as portas de seu apartamento no bairro de Campos Elíseos, centro de São Paulo, para nos receber literalmente de braços abertos. Formado em Jornalismo e em processo de conclusão de uma pós-graduação, o bom baiano de fala mansa, divide seu tempo entre ensaios, shows, gravações; e um emprego no departamento de comunicação de uma grande empresa de seguros.
Ari Neves é nascido e criado em Salvador, sendo o terceiro filho de uma sequencia de sete irmãos. Vindo de uma família humilde e de poucas posses, sempre encontrou nos estudos a possibilidade de mudar de vida: “Não sei por que, mas desde pequeno eu acreditava que educação iria me tirar daquela vida. Nunca passei fome, nem fui uma criança maltratada, mas eu queria muito mais”.  Estudando parte do tempo como bolsista e depois em escola pública, conseguiu concluir os estudos e sempre se destacou por gostar de escrever. Ainda na adolescência, numa atividade em sala de aula, descobriu que tinha aptidão para compor música e a partir daí começou uma relação íntima com a escrita, colocava no papel principalmente coisas que sentia.
Almejava estudar jornalismo, mas acabou sendo aprovado para Letras (sua segunda opção) na Universidade Estadual da Bahia. Mesmo tendo boas notas na faculdade, não demorou muito para perceber que o sonho de estudar jornalismo não estava esquecido e resolveu abrir mão do curso para apostar nessa vontade que o acompanhava desde criança. Mudou-se para São Paulo onde ingressou numa faculdade de jornalismo e revelou que foi muito difícil a adaptação na cidade, que ele se refere como ‘megalópole’, e que chorava bastante no primeiro ano: “Lembro que na minha casa não tinha telefone ainda e eu ia pra Telesp (empresa operadora de telefonia do grupo Telebrás no estado de São Paulo antes da privatização) pra ligar pros meus pais. Enquanto meu pai me dava conselhos pra eu enfrentar as dificuldades em função do objetivo, minha mãe me falava todos os dias pra eu voltar pra casa”, contou com os olhos marejados.  
Nesse período, incentivado por um tio, Ari escolheu duas músicas, das várias registradas de maneira amadora em fitas cassetes, procurou um estúdio e as gravou começando assim a realizar outro sonho: ser músico profissional.  Montou uma banda e estreou nos palcos na noite de São Paulo misturando os trabalhos autorais com vários sucessos da música popular brasileira tendo seu repertório fortemente influenciado pela música baiana. Seu primeiro CD, chamado Terremoto, com uma pegada bem dançante, associado diretamente ao tradicional ritmo baiano, o axé music. “Toquei em muitos palcos. A música já me levou a lugares bem interessantes”, diverte-se.
Ari revela que é uma pessoa mais vibrante em cima do palco do que no dia a dia onde se considera mais tímido. “As pessoas brincam que eu, pessoa física, sou totalmente diferente do eu, em cima do palco. Acontece que sempre espero que o máximo de pessoas se divirtam e dividam a mesma energia que estou passando naquele momento. Toda vez que formato um show, eu quero dar o meu melhor”.
Solteiro, Ari entrega que está flertando com um certo alguém e usa a música pra atingir o coração do seu alvo. Pergunto se já recebeu alguma cantada no palco e ele responde prontamente que sim, várias vezes: “É legal cantar música de amor porque as pessoas se empolgam, já jogaram até calcinha pra mim, como nos shows do Vando” (risos).
Torcedor declarado do Bahia Futebol Clube, Ari também adora andar de bicicleta, frequentar bares na companhia de amigos pra colocar os papos em dia, ouvir uma boa música e viajar: “Sempre que tenho tempo livre, gosto de viajar. Faço isso pelo menos três vezes por ano”, afirmou o baiano que frequenta o Mercado Municipal além de ser apaixonado pela diversidade na Avenida Paulista.
O seu segundo e mais recente CD lançado, Aberto para Balanço, tem uma vertente mais romântica de batida mais leve, mas sem nunca perder a ginga de um orgulhoso baiano. Em seu show atual, denominado O baile do Preto Básico, Ari Neves trabalha uma ótima mistura de pop, samba, reggae e MPB com uma boa levada percussiva. “Toda mulher que se preze deve ter um preto básico no armário”, brinca, parafraseando um verso de uma de suas novas composições, pra falar desse show que tem sido muito elogiado por parte de quem já conferiu. 
“Trabalhar com o Ari Neves é realmente incrível e gera em mim um enorme crescimento pessoal e profissional. Com o seu jeito manso de falar ele me direciona e cobra de mim o que falta nele. De uma maneira suave a gente consegue montar o show ouvindo a opinião de todos os amigos, mas mantendo com maestria o seu jeito espontâneo em cima do palco. O que mais me surpreende é sua postura depois do show, sempre ouvindo todas as críticas (boas e ruins) e tirando somente o que pode acrescentar de melhor para as próximas apresentações. O Ari é um artista maravilhoso e me enche de orgulho”, diz sua produtora e grande amiga Pamella Aragão.
Ari Neves reconhece que viver de música é complicado e qualifica como verdadeiros heróis aqueles que duelam todos os dias na grande batalha que é viver dessa arte. Ele traça um paralelo entre o mercado no cenário musical de Salvador e São Paulo: “Em Salvador pode ser um pouco mais fácil porque eles industrializaram o processo, fazendo música pra diversão por causa do carnaval. Já em São Paulo você tem que garimpar muito, tocar várias vezes, exaustivamente, pra conseguir um espaço. A maioria dos meus amigos músicos, assim como eu, trabalham em outras frentes porque ainda não conseguem viver exclusivamente dos recursos financeiros provenientes da música”.
Peço pra ele se descrever e com a simpatia que lhe é peculiar, Ari Neves conta que se vê como um cara extremamente insistente e esforçado, ciente de suas limitações, mas com muita força de vontade pra realizar seu grande sonho que é poder viver só de música: “Quero estar mais no palco, tocar mais vezes, pra mais pessoas e que elas recebam de mim essa energia positiva que é o que eu carrego comigo pro palco”.


A boa música desse baiano talentoso, sua performance no palco, além de contatos e agenda de shows, podem ser vistos através da internet em suas redes sociais:

www.youtube.com/ariineves (com dois “i” mesmo)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

TRADICIONAL GASTRONOMIA JAPONESA POR ATÉ R$20


Já faz algum tempo que a culinária japonesa caiu no gosto dos brasileiros. São diversos os restaurantes, por todo o Brasil, servindo a tão famosa comida oriental, oriunda da terra do sol nascente.
Mas será que é possível degustar a tradicional comida japonesa gastando no máximo R$20,00 (vinte reais)?
Passeando pelo bairro da Liberdade, maior reduto da comunidade nipônica, na cidade de São Paulo, descobrimos que é sim possível apreciar um delicioso e tradicional Sushi gastando muito pouco.
Nossa ideia vai ao encontro do restaurante Mussashi Yakissobateria, localizado na Rua dos Estudantes, número 28. 
Logo na entrada do estabelecimento nos deparamos com uma cozinha envidraçada, onde é possível perceber a movimentação dos cozinheiros. Nas paredes, réplicas dos pratos em tamanho real, com seus ingredientes e preços como se fosse um cardápio gigante a sua disposição.  São diversas opções de Sushis e Sashimis, Teppan, Robata, Domburis, Yakissobas e afins. Com preços a partir de R$13,99 até R$44,49 dependendo da formatação do prato. A partir daí basta aguardar na fila para realizar o pedido e o pagamento que é feito antecipadamente direto no caixa.
No segundo andar está localizado um confortável salão climatizado, bem decorado, com dois telões que, naquele momento, exibiam jogos de futebol.  
Passados quinze minutos, o garçom nos traz um bonito prato de Hot Roll, o famoso sushi frito, preparado com tiras de salmão, kani e cream cheese. São dez deliciosas unidades ao valor de R$13,99. Pra acompanhar um suco de laranja, que sai por R$3,99, completando a refeição por um valor total de R$17,99. Vale lembrar que, o Missoshiro, tradicional sopa japonesa preparada com caldo de soja fermentada, hondashi, tofu, cebolinha e legumes, é servido como prato de entrada sem nenhum custo adicional.
Saímos bem servidos, satisfeitos e, principalmente, felizes com o baixo valor pago. Então para aqueles que curtem ou para aqueles que ainda não provaram, fica a dica de uma boa e tradicional comida japonesa acompanhada de um drink e o melhor: gastando no máximo vinte reais!




Serviço:
Mussashi Yakissobateria
Rua dos Estudantes, 28, Liberdade - SP.
Horário de Funcionamento
Seg-Qui 10h30-22h30 | Sex, Sab, Dom 10h30-23h30
Fone: (11) 3203-0900





PS: PRODUZI ESSE TEXTO ORIGINALMENTE PARA O BLOG "20 GOURMET" QUE TEM A PROPOSTA DE APRESENTAR O MELHOR DA CULINÁRIA INTERNACIONAL, DISPONÍVEL EM SÃO PAULO, POR NO MÁXIMO R$20,00. ENTÃO, VOCÊ QUE QUER CONHECER ALGUMAS DELÍCIAS DOS QUATRO CANTOS DO PLANETA, GASTANDO MUITO POUCO, ACESSE: www.vintegourmet.wix.com/vintegourmet

terça-feira, 22 de maio de 2012

Vergonha alheia por alguns colegas de profissão

Explorar a agonia de uma sociedade desprovida de educação, saúde e infra-estrutura agora tá na moda. É tudo pela audiência ou pelo simples fato de noticiar para clamar por justiça?  De uma maneira ou de outra algumas situações extremamente constrangedoras estão sendo mostradas e  esse conteúdo é exibido em pleno horário de almoço ou ao fim das tardes. Isto significa que telespectadores de todas as idades, inclusive crianças, estão sintonizados na TV. 
Os defensores desse tipo de programa certamente irão dizer que o controle está em nossas mãos e quem não se agradar é só trocar de canal. Fatalmente é o que eu faria! 
Mas muitas pessoas acabam se identificando com o estilo espalhafatoso de alguns apresentadores e repórteres, que voluntariamente fazem seus julgamentos (coisa que jornalista não deve fazer em hipótese nenhuma), falam “a linguagem do povo”, e, dessa maneira, são transformados em grandes personalidades.  
Para ilustrar alguns absurdos que estão sendo veiculados, queria compartilhar com vocês um vídeo postado no blog de Renato Rovai (editor da revista Fórum) que foi indicado, pela minha amiga Marília Almeida, através do Facebook. 
Como profissional de comunicação, publicitário e jornalista, fico envergonhado com a performance da repórter. No vídeo ela comete uma série de erros em sequência. Confira:


Primeiro: pra contar a história de um jovem que foi preso, por tentativa de assalto e é acusado de estupro, não se faz necessário dá voz pra o tal delinquente;
Segundo: ao dar voz para o rapaz, assaltante, que até o momento apenas é acusado de estupro, a repórter ouve ele afirmar que não estuprou a vítima. A partir daí ela o julga dizendo que ele não fez mas teve vontade;
Terceiro: ao perceber o baixo nível de educação do acusado, que por sua vez não tem muito conhecimento a respeito dos procedimentos para comprovação de uma ação de estupro, a "jornalista" esnoba seu personagem o colocando numa situação completamente constrangedora e humilhante. 

É decepcionante! Vamos melhorar TV brasileira... 

PS: O vídeo acima foi veiculado na Bahia, mas esse tipo de conteúdo não é exclusividade desse estado. Coisas assim são exibidas em diversas emissoras por todo o Brasil. 


terça-feira, 15 de maio de 2012

A internet como combustível para o Jornalismo



E ai minha gente, tudo bom?! Hoje resolvi falar um pouco sobre um assunto que tem rendido muito nos fóruns de discussões a respeito das perdas e ganhos para o jornalismo após o advento da internet nas nossas vidas.
É notório esse novo movimento que vem modificando a estrutura do jornalismo, incluindo a internet, e todo seu aparato tecnológico, como importante personagem nos processos de comunicação. Ela (a internet) se insere diretamente no dia a dia dos profissionais em todas as áreas fazendo com que tudo flua com mais rapidez.
Essa agilidade vem modificando os processos internos executados pelo departamento comercial (veículos e agências), opec, desenvolvimento de artes, e, principalmente, do jornalismo.
A informação, hoje, está presente nas redes sociais, nos grandes portais de notícias, em blogs e afins; portanto, tem uma capacidade de circular muito mais rápido do que antes, fazendo com que as pessoas tenham acesso a elas de maneira instantânea. Isso contribui, também, para o aumento do número de informações transmitidas e, é exatamente nesse ponto, que enxergo o perigo!
Junto com as inovações tecnológicas existe o desejo de estar sempre na frente no que diz respeito à divulgação das novidades, ou seja, das notícias, o que afeta diretamente uma premissa básica mas extremamente importante do jornalismo: a apuração. Em função dessa velocidade, com que as coisas acontecem na internet, nunca se noticiou tanta informação ‘pobre’ no sentido do não comprometimento com a verdade, detalhes e checagem.
Muitos jornalistas e profissionais de comunicação acabam ‘metendo os pés pelas mãos’ por causa dessa aceleração do processo. A internet é sim um grande potencializador de oportunidades mas, nunca é demais lembrar que, é preciso ter cuidado no uso dessas novas ferramentas.
Independente disso, a respeito das empresas de comunicação, aquela que não inovar e/ou diversificar suas participações nessas novas mídias estará fadada ao fracasso. Uiii!!!

domingo, 6 de maio de 2012

E Viva a Virada Cultural


E lá se foi a Virada Cultural 2012... mais de 900 atrações envolvendo teatro, música, dança, poesia, culinária, shows de ilusionismo e até luta livre, acontecendo das 18h00 do sábado (05) até as 18h00 do domingo (06) em centenas de locais diferentes sendo a maioria pelo centro de São Paulo. E foi exatamente por onde andei esse fim de semana!
Com tanta atração boa rolando ao mesmo tempo, ficou difícil escolher um lugar pra ir, então, resolvi começar por um palco catedrático especialmente montado para apresentações de stand up comedy na Praça de Sé.
Pela foto acima da pra ter uma noção da quantidade de gente. Pelo menos 30 mil pessoas, segundo a polícia militar, pra ver, se revezarem no palco, gente do quilate de Tom Cavalcanti, Danilo Gentili, Fernando Caruso, Fábio Porchat, Rafinha Bastos, Marcela Leal, Oscar Filho, Rafael Cortez e alguns outros, só fera!!!  Foi muito massa, um verdadeiro "templo da gargalhada". Alguns deles nunca tinham se apresentado diante de um público tão grande!
Foto postada no Instagram por Danilo Gentili

Saindo do Praça da Sé, a próxima estação escolhida era o Largo Santa Ifigênia. Por lá estava rolando um desafio extremamente rock n'roll, mas até chegar lá tivemos que atravessar uma verdadeira multidão que se apertava em frente a Faculdade de Direito no Largo São Francisco pra curtir uma roda de samba com artistas da nova geração de sambistas paulistanos. Ai amigo, brasileiro em roda de samba sabe como é né?!  A coisa tava quente!
Seguindo em frente passamos pelo largo São Bento e cruzamos com um expressivo coletivo de poetas tomando conta da praça com seus saraus. Ficamos poucos minutos lá, mas foi nesse exato momento que alguém com microfone em punho recitava:

"...Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja..."


Reconheceu?! Eram os versos pesados do paraibano Augusto dos Anjos ecoando na virada cultural. 
Ali bem do lado uma feira literária com inúmeras publicações pra todos os gostos, desde Machado de Assis até o livro do Fiuk. Pra você ver como tinha de tudo!
Ahh o desafio rock n'roll? Claro, claro... enfim chegamos ao Largo Santa Ifigênia onde a banda Houdinis simplesmente tocou durante 24 horas! Dá pra acreditar?! Os caras tocaram durante toda a virada cultural um repertório que eles mesmos classificaram como bipolar. E o mais legal é que era um palco pequenininho e dava pra gente interagir bem próximo dos músicos. Durante o tempo que estávamos por lá, rolou: AC/DC, Creedence Clearwater, Dire Straits, Pink Floyd, Rolling Stones, Steppenwolf, U2, Beatles, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Cachorro Grande... ufaa, só clássicos. Valeu a pena demais, foi "da hora" como dizem "os manos" aqui de São Paulo!!! 
   
Depois disso o cansaço começou a chegar, e o caminho de casa foi o destino seguinte! Não deu pra ver nem um terço de tudo que rolou na maravilhosa virada cultural e talvez por isso tenha ficado o gostinho de quero mais desse evento democrático, popular, fantástico e o melhor: inteiramente de graça. \0/
Que venham as próximas!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O primeiro de maio em São Paulo

                                              Foto: Dino Santos (CUT)

Que em São Paulo existe uma diversidade cultural incrível todo mundo já sabe. O legal é que ontem, durante o feriado de 1º de maio, essa efervescência cultural estava reunida no mesmo local pra celebrar o dia do trabalhador. Apesar do frio intenso na metrópole, muita gente foi até o Vale de Anhangabaú, no centro da cidade, pra curtir uma grande festa promovida pela CUT-SP (considerada a maior central sindical da América). São pessoas de todos os lugares do Brasil que encontram por aqui oportunidades de crescimento.
E pra agradar a todos os gostos uma feira gastronômica foi montada por lá com comidas das cinco regiões brasileiras. Tinha Empadão goiano, o Açaí do norte, um Acarajé nordestino bem quente, o famoso Arroz Carreteiro do sul, o tradicional Rojão de Carne mineiro e por ai vai. Uma pena foi o tamanho das filas, grandes demais, que me impediram de comer qualquer uma dessas iguarias. Mas só em sentir o cheirinho bom da comida e reparar na sensação de satisfação das pessoas, por estarem representadas ali naquele ambiente, já valeu a pena a minha ida por lá. Ahh é claro que tinha música: Elba Ramalho, Arlindo Cruz, Renato Borghetti, Paula Fernandes, Belo, Leci Brandão, Leonardo e outros cantores deram o ar da graça;
O 1º de maio é um dia comemorativo para trabalhadores de diversos lugares do mundo, durante o qual são manifestadas várias reivindicações. Aqui no Brasil os governos, desde os tempos de Getúlio, aproveitam essa data para anunciar medidas e/ou melhorias como aumento do salário mínimo por exemplo, resultado das lutas da classe propulsora de riqueza dessa sociedade. Ou seja, um feriado ideal para os atos políticos sociais. Dessa vez a luta é pelo direito do trabalhador escolher o sindicato que o represente, acabando com o imposto sindical que é descontado uma vez por ano do salário do trabalhador. Essa luta começa a dar resultado uma vez que a presença do novo ministro do trabalho, Brizola Neto, que discursou diante dos mais de 120 mil trabalhadores presentes na festa, segundo a organização, indicando que o governo está aberto a mudanças nesse sentido.
No mais, a cidade ficou meio parada com trabalhadores de folga aproveitando pra curtir bastante a data com suas famílias e a esperança (aquela que nunca morre) de um Brasil com empregos de qualidade, desenvolvimento sustentável e melhor distribuição de renda.
Pois é! Parafraseando um grande campeão brasileiro, que morreu numa manhã de 1º de maio há 18 anos atrás: "Acelera que tem muita pista pela frente".

Simone e Chico Buarque | PRIMEIRO DE MAIO | Riocentro 1979 (ÁUDIO)

sábado, 28 de abril de 2012

Seja bem vindo!


Boa tarde, minha gente! É com muita satisfação que escrevo o post inaugural onde pretendo falar sobre assuntos cotidianos, apresentar algumas informações e partilhar com vocês impressões daquilo vivo/vejo aqui na cidade de São Paulo, em João Pessoa (minha cidade natal) ou em qualquer lugar desse mundão por onde eu passar.
E antes que alguém começe a questionar o nome desse blog, Cuscuz com Prosa, permita-me esclarecer um pouco.
Passei várias horas pesquisando e pensando, sem muito sucesso, algo que pudesse se tornar popular, com um caráter original, novo, irreverente e ao mesmo tempo simples do tipo que tivesse haver comigo.  Essa reflexão eu fazia por volta das 20h00, mais ou menos, e não tinha jantado ainda, ou seja, tava com fome e naquele momento desejava comer o cuscuz que é feito pela minha mãe... Sabe aquela comidinha de casa, aquele tempero de mãe? Esse mesmo! ...então o insight que precisava aconteceu.
Começei a pensar, cá com meus botões: Pow o cuscuz é uma comida simples, popular, consumida em diversas regiões, cada uma com sua maneira diferenciada de preparar e degustar mas igualmente apreciada no Nordeste, em São Paulo, na África, em Portugal e por ai vai. Opa, tem tudo haver com o que procuro! Preparado à base de farinha de milho, salgada e levemente umedecida, a massa é posta a marinar para incorporar o tempero. Daí, tem a sua cocção pela infusão no vapor (by wikipédia - porque não sou nenhum mestre cuca) e pode ser incrementado com outros ingredientes como vegetais, mais comum aqui no sudeste, ou apenas ir acompanhado de leite, ovos, manteiga ou carne-de-charque como é a preferência no meu nordeste. Nossa, deu até fome de novo!
Então assim como o bendito cuscuz é adaptável ao paladar dos mais diferentes lugares, o meu blog também será! Uhull!!! \0/
Essa mistura de sabores se assemelha com o que pretendo escrever por aqui. Então, desde já, sinta-se convidado a participar dessa prosa e sirva-se desse saboroso cuscuz! 


Ps: Pra quem gostou da camisa, ela pode ser encontrada no Facebook através do perfil Pop Arretado, que comercializa roupas com influências da cultura pop, ícones, personalidades, propagandas, comidas, gírias e figuras nordestinas. http://www.facebook.com/poparretado